Tentúgal A freguesia situa-se na margem direita do rio Mondego e tem uma área de 34,3 Km2; uma parte desta área é composta por campos de cultivo no vale do Mondego. Dista 10 Km da sede de concelho. PovoaçõesCasal dos Craveiros, Casal Fernando, Casal dos Leiteiros, Casal dos Lourenços, Casal do Penas, Casal dos Saraivas, Fontainhas, Moinho Novo, Morração, Outeiro Longo, Pochos, Portela, Porto Espinheiro, Póvoa de Santa Cristina, Ribeira dos Moinhos, Tentúgal. Evolução HistóricaA mais antiga referência documental a Tentúgal data do ano de 980; nos séculos X e XI andou em poder ora de muçulmanos ora de cristãos, até que em 1034 é reconquistada aos mouros por Gonçalo Trastamires, aquando da tomada de Montemor. Em 1064, Fernando Magno, rei de Leão e Castela, conquistou definitivamente a linha do Mondego, tendo criado um novo condado em Coimbra, cujo governo foi doado a D. Sisnando, natural de Tentúgal; este, no seu testamento de 1087, mandou restaurar e povoar Tentúgal, "Terra que fora dos seus antepassados". Em 1108 recebeu carta de foral passada pelos condes D. Henrique e D. Tereza, que esta última confirmou no ano de 1124. O rei D. Afonso III concedeu foral à Póvoa de Santa Cristina, datado de 26 de Setembro de 1265, tendo a terra permanecido reguengo da coroa. Em 11 de Outubro de 1420, o rei D. João I doa a vila e o seu termo ao infante D. Pedro, duque de Coimbra, que aí viveu durante algum tempo e que segundo estudos recentes terá impulsionado no litoral noroeste do território o desenvolvimento das técnicas que permitiram a epopeia dos Descobrimentos. Em 28 de Julho de 1476, o futuro rei D. João II deu a D. Álvaro, filho de D. Fernando, duque de Bragança, em troca de Torres Novas, a vila de Tentúgal e Póvoa. As terras voltariam à posse da coroa depois do atentado contra o rei. Em 1495, no testamento de D. João II, este doou ao filho D. Jorge o reguengo de Tentúgal e Póvoa de Santa Cristina; em 1504, o rei D. Manuel I criou o título de conde de Tentúgal em cuja posse ficará a terra, e em 1648 D. Nuno Álvares Pereira de Melo junta a conde de Tentúgal o título de duque do Cadaval. Em 20 de Dezembro de 1515, D. Manuel I concede novo foral a Tentúgal. Foi sede de concelho, extinto em 31 de Dezembro de 1853, tendo então a freguesia ingressado no concelho de Montemor-o-Velho. A terra é de novo elevada à categoria de vila através do Decreto-Lei 79/91, de 16 de Agosto. Outra povoação que merece destaque na freguesia é a Póvoa de Santa Cristina, antiga vila e sede de concelho. O povoamento do lugar coube a D. Afonso III em 25 de Setembro de 1265, teve Casa da Câmara, Cadeia e Pelourinho, que ainda se conserva próximo do seu local original, apesar de bastante restaurado. Em 1527 era vila com termo próprio, limitando com o de Tentúgal e o termo de Montemor. O concelho foi extinto em 1834 e a povoação anexada ao concelho de Tentúgal. Património Cultural e EdificadoTentúgal é considerada uma autêntica "vila museu" no Baixo Mondego, dada a variedade de monumentos que apresenta. Refere-se, pela sua importância histórica e cultural, a Torre do Relógio, A Igreja da Misericórdia, o Paço dos Condes de Tentúgal, os solares, a janela manuelina. Na manutenção das tradições culturais, salienta-se o trabalho desenvolvido pelo tecido associativo da freguesia de Tentúgal. Fontes: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação, 2001 (Resultados Definitivos) Montemor-o-Velho um Município a Conhecer (CD-ROM Interactivo) Augusto Santos Conceição - Terras de Montemor-o-Velho, 1944 Correia Góis - Montemor-o-Velho. A Terra e a Gente, 1995 Maria Helena Cruz Coelho - O Baixo Mondego nos Finais da Idade Média, 1983 Nelson Correia Borges - Coimbra e Região, 1987
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